segunda-feira, 19 de setembro de 2016

Paulo

Paulo contava com tristeza de sua infância: seu pai havia morrido por um erro médico, e nem a mais cara das indenizações o traria de volta, porém, lhe trouxe uma alternativa de vida, financiou os materiais de seu curso superior.
Mesmo estudando em um colégio público, sem muitas oportunidades, Paulo se dedicou muito ao longo de seu ensino médio, e surpreendeu à todos quando foi aprovado em uma universidade estadual. A verdade era que nem ele, sua mãe ou alguém, acreditava em seu potencial, o que tornava tudo mais fácil, ele não tinha medo de falhar, sua falha era esperada, se conseguisse bem senão, bem também.
Mesmo assim, quando recebeu resultado do vestibular, sua mãe o surpreendeu, pois havia guardado todo o dinheiro da indenização da morte de seu pai para a faculdade em segredo, e pretendia bancar os materiais do filho ao longo de sua formação. Embora tenha se comovido e aceitado o dinheiro, Paulo o detestava, pois vinha do homem que matou seu pai. O que verdadeiramente o incentivava era a vontade de se vingar, não com morte, para ele a melhor vingança seria se formar um bom médico, responsável que salvasse vidas, pois nunca ver alguém morrendo por sua causa preservaria a memória de seu pai. Quando ingressou na universidade de medicina tinha grandes expectativas, esperava se sair bem em todas as materiais e ser um destaque em sua vida acadêmica. 
Porém, logo na primeira semana de aula Paulo conheceu seu professor de anatomia que para sua surpresa era o homem que havia matado seu pai. Foram seis anos ao passar de sua graduação e não se passava um dia em que Paulo não olhasse com rancor para seu professor. No último ano de sua graduação, ele se decidiu em qual área iria se especializar, e mesmo sabendo que por dois anos da especialização seu professor iria ser o dito cujo que havia matado seu pai, ele escolheu a mesma área que ele atuava. 
Sua maior dificuldade era radiologia e após reprovar duas vezes na mesma matéria ele conseguiu ser aprovado. Ingressou bem na sua vida profissional, conseguiu um emprego num hospital renomado na sua cidade natal, conheceu sua esposa e decidiu não ter filhos. Seu reconhecimento profissional só crescia, conseguiu o que queria: não ter nenhuma morte por sua culpa. Com o passar dos anos Paulo estava se decidindo se iria continuar exercendo até se aposentar ou se iria se tornar um professor de uma universidade. Decidiu se tornar professor então reiniciou sua carreira com mestrado e doutorado, quando finalmente apto ele foi contratado para lecionar na universidade que havia se formado. Para finalizar sua carreira com sucesso, ele aceitou fazer a última cirurgia de sua vida antes de lecionar, porém, Paulo leu o raio x do paciente de forma errada o que fez com que ele errasse em sua cirurgia levando o paciente a óbito. Respondeu processo judicial e pagou uma indenização altíssima a família da vítima, que era ninguém menos que seu professor que matou seu pai por acidente.

segunda-feira, 13 de junho de 2016

Eu CREIO que VALORES são essenciais.



Crenças fazem parte de uma gama de pensamentos e teorias que adotamos para nossa vida. Podemos criar nossa própria crença, ou adotá-la de outra pessoa, como de nossos pais, amigos ou professores. As crenças podem nos impulsionar para o sucesso ou nos impedir de alcança-lo.
Quando adotamos crenças limitantes, colocamos obstáculos que podem nos impedir ou dificultar o alcance de nosso objetivo, exemplo de frase que se enquadra em crença limitante é : ''Não consigo realizar tal atividade''. Ao passo de que se adota tal crença nós nos condenamos a isso, fazemos com que só não tenhamos dificuldade mas também nunca sequer tente realiza-lá pois irá se compreender que não adiantar tentar, será perca de tempo, não irei conseguir. Infelizmente, existem pessoa que além de se auto-impor crenças limitadoras, impõem aos outros também: ''se eu não consegui, você acha que vai?'', prejudicando não só sua auto-estima mas também a do próximo, inferiorizando a si mesmo e ao outro.
Já as crenças fortalecedoras nos auxiliam e nos impulsionam para cima: ''Se eu tentar eu consigo, se não consegui, não tentei o suficiente''.. nessa podemos ver a valorização que se dá a si mesma, se essa crença for verdadeiramente adotada, o sujeito pode fazer o que quiser, pois irá se esforça sempre o máximo possível e se não conseguir, se esforçará mais ainda... caminhando diretamente para a conclusão de sua meta. 

O valores, são princípios norteadores que orientam nossas escolhas e posturas diante de um situação. Quando começamos uma análise de nossa postura na sociedade, devemos pensar também em quais são os valores dos quais eu sigo, e assim ver se está de acordo com o lugar em que estou presente. Se uma empresa cobra que seus funcionários sejam honestos e 
responsáveis, e esse não é seu valor, não 
 deverá, portanto, se candidatar a tal vaga para evitar problemas futuros. Podemos adquirir valores através de experiências positivas e negativas, ou não, podemos também rever nossa postura e adequar nossos valores para alguma finalidade. Se eu preciso que meu trabalho em equipe seja feito de forma excelente, e minha equipe cobra que eu seja responsável, e eu não sou, posso rever minha postura e adotar tal valor para aquele momento e posteriormente levá-lo para a vida.

domingo, 5 de junho de 2016

Oficina #ZikaZero

Este bimestre estou presente na oficina Zika Zero cujo desafio é compreender a proliferação do mosquito e utilizar minhas informações para mudar a realidade em que vivo. Estamos caminhando em direção à conclusão do mesmo a cada dia mais... e procuramos cumprir também os objetivos de:
- Analisar dados estatísticos em relação às doenças causadas pelo Aedes;

- Interferir socialmente no combate ao mosquito;
- Compreender a importância de ações de cidadania;
- Prevenções e ações curativas;
- Despertar o interesse sobre questões de saúde pública, qualidade de vida e organização social;
- Levar o aluno a formular o pensamento crítico/analítico sobre o tema e seu papel cidadão na disseminação das informações adquiridas ao longo dos estudos;
- Desenvolver o domínio de conceitos básicos e fundamentos relativos à problemática elencada na oficina de aprendizagem, bem como criar possibilidades de executar estes conceitos dentro da comunidade.

Para analisar a situação usando dados estatísticos, compreender a proliferação rápida do Aedes aegypti, dominar conceitos básicos sobre a problemática e formular pensamentos críticos lemos e utilizamos da matéria sobre o Zika da revista Superinteressante e assistimos matérias a respeito. 
Também fizemos vlogs de conscientização e pretendemos aplicar nosso conhecimento em um colégio da cidade vizinha para assim interferir socialmente no combate ao mosquito, propagar ações preventivas e passar nosso conhecimento adiante também.